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Multiplicidade encerra 2022 com novos projetos e projeção

O Instituto de Pesquisa Multiplicidade Mobilidade Urbana (IPMMU) finalizou o ano com entrega de projeto para agência de cooperação alemã. Frente ao Instituto, Glaucia Pereira combina inovação na área da mobilidade urbana com valores como diversidade e antirracismo, se diferenciando do oferecido por organizações que trabalham com mobilidade.

Desde que foi fundado, em 2017, o IPMMU já possui no currículo a atuação em projetos de mobilidade urbana importantes para o país e parcerias com organizações renomadas. Em 2022, o Instituto fechou parcerias inéditas com a empresa 99 e com a agência alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit – GIZ, especialista em projetos de cooperação técnica e de desenvolvimento sustentável em escala mundial.

Tudo isso é feito a partir de uma combinação entre inovação e valores que norteiam os trabalhos do Instituto sob a liderança de Glaucia Pereira. Ela acumula experiência de 15 anos na área da mobilidade urbana, além de formação acadêmica que vai de uma graduação em Física e um mestrado em Administração, ambas pela Universidade de São Paulo (USP). “Estamos em um momento de crescimento e estamos felizes por não abrir mão de nossos valores. A mobilidade urbana é um direito fundamental e, como previsto na Política Nacional assinada em 2012, deve ser pensada como ferramenta para a redução das desigualdades sociais”, afirma Glaucia Pereira, fundadora e pesquisadora do Instituto.

Dentre os projetos de destaque executados, em 2022, está o Índice de Acesso à Cidade (IAC). A empresa 99 e a Multiplicidade criaram o IAC com cálculos utilizando dados da empresa de aplicativo e dados de fontes públicas, em 17 cidades brasileiras. O IAC é uma ferramenta inovadora que por meio de indicadores auxilia a tomada de decisão para políticas públicas em mobilidade urbana com foco no acesso à cidade e na redução das desigualdades urbanas.

Outra pesquisa importante e que marcou 2022 foi a realizada dentro do Projeto Vias Seguras, uma iniciativa de incidência legislativa federal coordenada pela União de Ciclistas do Brasil (UCB). O projeto teve como foco a readequação das velocidades nas vias urbanas para o melhor convívio de pedestres, pessoas com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida e ciclistas. A pesquisa, feita pelo IPMMU, revelou dados alarmantes: 8 em 10 pessoas conheceram alguém que morreu no trânsito, 53,7% das mortes que envolvem motocicletas envolvem também automóveis e mais de 48,5% de pedestres e ciclistas são mortos em sinistros com automóveis.

No âmbito da parceria inédita com a GIZ, agência de cooperação alemã, o IPMMU foi responsável pela criação de um referencial teórico e técnico para a avaliação de indicadores de sustentabilidade que tiveram como objetivo aumentar a elegibilidade de projetos de mobilidade urbana e oportunidades de financiamento verde no setor público.

Ainda este ano, o Instituto passou a fazer parte de um novo projeto sobre segurança viária: o Observatório da Impunidade no Trânsito do Brasil. Nos dois anos do atropelamento e morte da cicloativista Marina Kohler Harkot, o movimento Pedale como Marina anunciou o lançamento do Observatório em evento da Universidade de São Paulo. O projeto conta com a coordenação do Instituto e, no primeiro momento, visa levantar dados sobre o tempo de tramitação de processos relacionados às mortes por sinistros de trânsito de ciclistas.

Além de diversos projetos, o IPMMU participou de reuniões importantes a exemplo da realizada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), órgão vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS). A reunião foi realizada nos dias 09 e 10 de junho de 2022 e contou com a participação do Instituto. publicou o relatório da “Reunião Nacional de Atores em Segurança Viária: Encaminhando os compromissos do Brasil para a 2ª Década de Ação”. Também participou de reuniões lideradas pelos Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) sobre a criação de um Sistema Único de Mobilidade Urbana e na campanha Passe Livre Pela Democracia, ação com mais de 70 instituições que pressionaram pela adoção do passe livre no primeiro e segundo turno das eleições de 2022. Em agosto, o Instituto participou da 112ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana, a convite de Carlos Renato Telles Ramos, presidente do Fórum Nacional e de Ailton Brasiliense Pires, presidente da ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos, falando sobre gênero e raça.

No que diz respeito à comunicação científica, o ano de 2022 ficou marcado pela forte presença do Instituto na grande mídia, a exemplo do jornal O Globo, Folha de S. Paulo, Rádio CBN, Le Monde Diplomatique Brasil, telejornais de grande audiência, dentre outros. A aparição nesses veículos é um reconhecimento pelo trabalho responsável e inovador que o Instituto tem realizado. Foram mais de 22 entrevistas e citações em reportagens sobre mobilidade urbana. Além disso, o IPMMU edita o Journal of Sustainable Urban Mobility, o Josum, o primeiro periódico científico brasileiro voltado para a mobilidade sustentável e que vai lançar, em março de 2023, um dossiê temático para aprofundar as discussões e dados sobre a Tarifa Zero.

Para o ano de 2023, o Instituto planeja novidades: “Estamos aguardando o resultado de algumas licitações e pretendemos aumentar a oferta de cursos voltados para análise de dados e indicadores na área da mobilidade. Acreditamos que isso será fundamental para continuar transformando pessoas para que notem a importância da mobilidade urbana para a redução das desigualdades”, ressalta Glaucia Pereira.

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